camara0304Foto: Reprodução

Não é raro você ouvir gente falando da falta de participação das pessoas na vida política da Cidade, Estado ou do País e, que isso, contribui para a situação calamitosa que vivemos. Por outro lado, é impressionante como os políticos são despreparados e mal-acostumados a trabalhar sob pressão. Quando são vaiados durante o exercício do seu mandato, para ser mais preciso dentro das câmaras e assembleias, reagem com violência.

Isso só mostra que o Legislativo não representa a população na sua plenitude. Os políticos, na sua maioria, são pessoas descompromissados com a realidade das pessoas. Estão mais preocupados em distribuir placas, enviar gracejos, bajular e receber benefícios do que lutar pelo bem-estar geral. Zombam da nossa cara diariamente. A qualidade dos vereadores da Câmara Municipal de Santos, com poucas exceções, é péssima.

O que parece que caminhamos para ter um dos piores legislativos da história santista. Pessoas fazendo um teatro de péssima qualidade que beira um show de atores canastrões correndo de um lado para o outro. A falta de conteúdo e reais intenções é latente.

Na noite desta segunda-feira, a Casa do Povo viveu seu “Show de Horrores”. Com a possibilidade de pautar e votar a proposta salarial enviada pela Prefeitura, que prevê um abono de 2% ao mês, no período de 1º de julho a 30 de setembro deste ano; abono de 5,35% ao mês, no período de 1º de outubro a 30 de novembro; incorporação dos 5,35% sobre os vencimentos, a partir de 1º de dezembro; e 5,35% no Auxílio Alimentação, retroativo a fevereiro; 5,35% na Cesta Básica, retroativo a fevereiro, alguns servidores foram assistir à sessão.

O diferente aconteceu, já que as galerias vivem quase vazias nos dias de sessões. A cada vereador que falava ao microfone, surgiam vaias, gritos e manifestações. Uns receberam mais do que os outros. O então presidente da Mesa Adilson Júnior chegou a suspender os trabalhos por 10 minutos, pois o vereador governista Manoel Constantino levava uma sonora vaia.

Mesmo com o fato do projeto não entrar na pauta, já que aguarda o parecer do Jurídico da Câmara, os servidores continuavam lá, contrariando o silêncio constante das sessões.

Quando o vereador Rui de Rosis  começou a apresentar seus trabalhos também foi alvo da plateia. Ouviu alguma coisa e não gostou. Disparou “Vai TNC”, que mesmo com o microfone com o som já cortado, foi percebido pela leitura labial e ecoou na Câmara. A turma do “deixa disso” acalmou o parlamentar. A sessão foi suspensa e todos foram embora entendendo muito bem o recado do vereador. Estamos perdidos. A conferir.