Fotos: Sindserv

Esta quarta-feira, dia 31 de janeiro, marca dois meses que os servidores municipais de Santos entregaram para o governo de Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2018. Em reunião com o secretário de Gestão da Cidade ficou definido que uma resposta seria dada já em dezembro. Porém, até agora, nada foi dito pela administração.

Como a Prefeitura não vai até os servidores, os servidores farão isso. Nesta quarta, às 17h30, os trabalhadores estarão no Paço Municipal, na Praça Mauá, cobrar dos administradores uma resposta às reivindicações da categoria, que vem sendo bem castigada pelo atual prefeito.

A data-base dos servidores é fevereiro, ou seja, alguma possível reposição já não entrará no holerite dos trabalhadores no mês 2.

Barbosa que vem fazendo um segundo mandato desastroso, já que alega que não tem dinheiro, pois a arrecadação despencou, tem deixado à mostra às vísceras da máquina pública, pois nem serviços básicos como a limpeza das ruas tem sido feito.

Veja a pauta da Campanha Salarial 2018:

1) Reajuste salarial de 7,7%, sendo 2,7% referentes a inflação dos últimos 12 meses (IPCA) e 5% como parte das perdas históricas de anos anteriores. Caso a inflação aumente até a data base (fevereiro de 2018), o pleito será modificado;

2) Correção do valor do Auxílio Alimentação para R$ 26,00 (vinte e seis reais) ao dia, totalizando R$ 572,00 (quinhentos e setenta e dois reais) por mês e a extensão do benefício ao segundo registro dos servidores com dois registros funcionais;

3) Correção do valor da Cesta Básica para R$ 380,17 (trezentos e oitenta reais e dezessete centavos), conforme Diário Oficial, bem como a extensão do benefício a todos os servidores da Prefeitura (ativos e inativos) e ao segundo registro dos servidores com dois registros funcionais;

4) Mais 1% (um por cento) de contribuição da Prefeitura para a CAPEP Saúde;

5) Pelo fato da Administração Municipal divulgar nos meios de comunicação que a arrecadação sofre efeitos da crise econômica, reivindicamos implantação de medidas urgentes de contenção de despesas como segue:
► Extinção da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação;
► Extinção da Secretaria Municipal de Comunicação e Resultados;
► Extinção da Secretaria Municipal de Defesa da Cidadania;
► Extinção da Secretaria Municipal de Assuntos Portuários;
► Fusão da Secretaria de Esportes com a Secretaria de Turismo;
► Fusão da Secretaria de Segurança com o Gabinete do Prefeito;
► Extinção de 30% (trinta por cento) de cargos de livre provimento de diversas secretarias;
► Redução de 20% (vinte por cento) nos valores dos salários do Prefeito, dos cargos de confiança e dos Vereadores.

6) Imediata abertura de concurso público para todas as áreas. Nomeação dos trabalhadores aprovados nos concursos vigentes. Cumprimento integral dos Planos de Carreira. E criação de cargos em número suficiente para suprir a necessidade dos serviços públicos em todas as áreas;

7) Imediata abertura de concurso público para o IPREV.

8) Revogação das Leis, aprovadas em 2013, que autorizam a Prefeitura a terceirizar os serviços públicos através de OSs, OCIPSs e ONGs;

9) Revogação de todas as atuais terceirizações, bem como os contratos pela Lei 650 e outras formas de trabalho precarizado, como: Monitores do Programa Escola Total, pagamentos por cheques (“chequinhos”) e frentes de trabalho;

10) Imediata recomposição do déficit técnico (passivo atuarial) dos atuais 2% para os antigos 6% de contribuição da Prefeitura com o Instituto de Previdência dos Servidores (IPREV);

11) Imediata quitação da dívida da Prefeitura com a CAPEP;

12) Imediata substituição do atual presidente da CAPEP;

13) Eleição para a presidência da CAPEP e IPREV por sistema de lista tríplice.

A conferir