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O programa inovador foi implantado em Santos, em 2013, primeiro ano de governo do prefeito Paulo Alexandre Barbosa. A Participação Direta nos Resultados (PDR), um sistema de indicadores de desempenho para suporte aos contratos de gestão de metas e resultados da Prefeitura. Bonito, não? O serviço público copiando os “bons exemplos” da iniciativa privada.

Para este ano, a PDR teria atingido todas as secretarias com 235 metas a serem cumpridas com “o intuito de aprimorar o atendimento à população, reduzir os trâmites burocráticos na máquina administrativa e aumentar o grau de satisfação do contribuinte com o serviço público”.

Caro leitor, creio que, neste momento, a emoção já tenha tomado conta de você. Mas, sempre tem um mas ou um porém. A revolta com o resultado final do projeto audacioso é imensa dentro do funcionalismo público da Cidade. O que poderia render até 50% do salário-base a mais para cada trabalhador, na qual sua Secretaria “cumpriu suas metas” , não chegou este mês no holerite e ninguém sabe quando vai pingar algo.

Como a Educação sempre foi apresentada pelo Poder Público como “um exemplo” a ser seguido por todos, tem mais coisa por aí. Por exemplo, uma professora-substituta concursada há bastante tempo recebe um salário-base por 105 horas. A PDR dela é quase a metade das professoras que recebem por 200 horas. Isso, pois a profissional não é promovida. Tudo é uma questão de economia. Que final de gestão, Paulo Alexandre.