A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos é ligada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos. A empresa mista do Governo do Estado possui seis Linhas, que somam 257,5 quilômetros operacionais, numa malha total de 260,8 quilômetros. O sistema atende 22 cidades, sendo 19 delas na Região Metropolitana de São Paulo e conta com 92 estações. Existem ainda a integração com o metrô em seis estações.

A empresa tem como lema prestar serviço de transporte público propiciando mobilidade urbana com excelência e segurança. Mas, não é isso que os usuários vêm encontrando dentro dos trens há tempos. Só para ter uma ideia a realidade hoje é de até oitos pessoas por metro quadrado dentro dos vagões superlotados.

A Frente Nacional de Profissionais Liberais, Trabalhadores, Operarios,
Usuários em Defeda das Ferrovias (Ferrofrente) entrou com uma Ação Civil Pública pedindo a apuração dos fatos e a extensão dos danos e solicitando a exibição de documentos, consistentes em relatórios técnicos obrigatórios,
indispensáveis para a operação do sistema de transporte de passageiros, com a finalidade de instruir a ação principal.

A juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9a Vara da Fazenda Pública, verificou a relevâcia dos documentos apresentados e destacou que “é pública e notória a superlotação dos trens da CPTM, conforme amplamente divulgado pela imprensa, razão pela qual a preocupação com a integridade física e psíquica dos passageiros se afigura razoável, ainda mais que existem
parâmetros objetivos para apurar a acomodação e capacidade de passageiros nos vagões de trens, que afasta o caráter subjetivo da medida”.

Ela concedeu a liminar que obriga a CPTM a apresentar os documentos pedidos. A empresa garantiu que vai recorrer da decisão.

Jose Manoel Ferreira Gonçalves, presidente da FerroFrente, destacou que é preciso falar sore o que acontece dentro dos trens da CPTM. “É uma sistema de transporte caótico. As pessoas são empurradas pra dentro dos vagões como fossem gado. Não há manutenção, os equipamentos não estão funcionando em ordem. O Governo de São Paulo contunua dizendo que está tudo bem, mas as mulheres estão sendo agredidas, assediadas. O Capitalismo fez isso. Empurrou o trabalhador para a periferia e depois empurra para dentro dos vagões da CPTM como fossem animais e nem os animais mereceriam um tratamento desses”.

Gonçalves destacou que o objetivo da ação é trazer um pouco mais de dignidade para o povo sofrido que trabalha e merece respeito e admiração. “A Norma da ABNT número 14.183:2015 estabelece um mínimo e necessário de conforto e nem isso está sendo proposto. “Imagine você, oito pessoas por metro quadrado! Veja se é possível? Essa é a conta que essa gente está fazendo. Transportar os trabalhadores e as trabalhadoras nesses trens nessa quantidade absurda”, disse o engenheiro.

A conferir.