Quem é o brasileiro? O idealizador do projeto Retratos Brasileiros, que visa responder a essa pergunta é Tomás Cajueiro. Sete lagoano (MG) de nascimento, mas Valinhense (SP) de criação, estudou jornalismo pela Universidade para Estrangeiros de Perugia (Itália), período em que mergulhou nas questões linguísticas e de semiótica. A exposição será aberta, às 19 horas,  nesta quinta-feira (9) e segue até o dia 30 deste mês , na Galeria de Arte Braz Cubas.

Ao terminar a graduação, em 2010, o fotógrafo e então jornalista, transferiu-se para  Lagos – Nigéria, com o objetivo de trabalhar como voluntário em uma instituição não governamental. Foi na Nigéria que as coisas começaram a mudar e a fotografia de Cajueiro começou a ganhar mais corpo e maturidade. Teve a oportunidade de viver – e fotografar – a vida cotidiana da maior metrópole Africana.

A experiência aumentou o interesse pelos processos históricos que criam a percepção que um povo tem de si mesmo. Seguiu para a Inglaterra, para um mestrado em Ciências Politicas pela Universidade de Manchester, onde se interessou especialmente pelas questões relacionadas a aspectos teóricos sobre a formação de identidades, e a relação entre o jornalismo e a formação de opinião pública. Lá, o projeto Retratos Brasileiro começou a ganhar corpo, como uma utopia de propiciar uma reflexão por parte dos brasileiros, para que pudessem se conhecer um pouco melhor e se identificar como nação.

Então, desde 2014, o projeto viaja pelo Brasil e exterior em busca de brasileiros e suas histórias de vida. Neste ano de 2017, o projeto fez uma edição especial no Estado de São Paulo. Viabilizado com recursos de patrocinadores por meio do Programa de Apoio à Cultura (PROAC), o Retratos Brasileiros – SP produziu cerca de 1600 imagens e relatos desses personagens, palestras gratuitas sobre fotografia e três exposições pelo estado. Uma seleção de 100 imagens deu vida a um catálogo que é comercializado pelo site http://retratosbrasileiros.com/loja/.

“Tivemos a difícil tarefa de selecionar os 100 momentos em que a imagem e a legenda retratam a mesma alma e ainda, que realmente representassem o povo brasileiro”, explica Tomás Cajueiro. “O que chamamos de minoria na verdade é a
maioria, são pessoas que não estão no centro do debate sócio-político e que por meio das fotografias puderam ter voz para expor sua realidade, pensamentos, medos e alegrias”, destaca.

Retratos Brasileiros – SP passou por mais de 17 cidades do estado de São Paulo, de Presidente Prudente a Campinas, de São José do Rio Preto a Registro, passando pelo litoral. De setembro a novembro, acontecerão as exposições abertas ao público, em Sorocaba, Araçatuba e Santos. Como continuidade do projeto, o próximo passo é inscrevê-lo na Lei Rouanet, para que aconteça em nível nacional.

“Nosso objetivo é voltar o Retratos, a partir do ano que vem, para o Brasil todo, que foi como começamos. Esperamos fazer isso agora com o financiamento da Lei Rouanet e publicarmos um livro com as próximas imagens, até 2019”, prevê Cajueiro.

Para conhecer mais sobre fotógrafos e personagens visite o site: www.retratosbrasileiros.com.

Serviço:

Data: 9 a 30 de novembro

Local: Galeria de Arte Braz Cubas (Avenida Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias, Santos)