Perto de 300 ativistas estão fazendo uma manifestação na Porta do Ecoporto, em Santos, exigindo o cumprimento da decisão judicial que determinou que os 27,8 mil bois embarcados no navio Nada sejam retirados da embarcação.

Além dos ativistas da região, o movimento ganhou reforço de pessoas de São Paulo, Capital, que vieram de ônibus para ajudar no protesto.

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Nesta domingo, o fazendeiro Beto Mansur, que sempre aparece quando existe uma tragédia em Santos, já que está constantemente preocupado em defender o presidente Michel Temer e seu “governo impopular, fez uma “vistoria” no navio Nada. Não podemos negar que o fazendeiro é especialista em bois e trabalhadores.

Saiu da “vistoria” dizendo que os bois estão sendo bem tratados mostrando sempre sua sensibilidade com os animais e também com os trabalhadores e seres humanos em geral. Saiu do local com o discurso de sempre, que tudo está maravilhoso. O fazendeiro sempre foi coerente nos seus discursos.

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Levou uma grande vaia e depois de uma “coletiva” foi embora. Perdeu uma grande chance de ficar em casa preparando a defesa de segunda-feira das reformas da Previdência, Trabalhista e outras surpresas para transformar a maioria da população em bois.

Enquanto isso, os moradores do bairros de Santos esperam uma atitude da Prefeitura de Santos, ou seja, da Secretaria de Meio Ambiente, em relação ao cheiro de fezes e urina dos animais que se espalhou pela Cidade entre noite e madrugada de sábado. A Minerva Foods já foi multada em 3,5 milhões e o que se espera é que outra punição seja aplicada nesta sexta-feira.

Desrespeito

A desembargadora Diva Malerbi, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, decidiu neste sábado pela manutenção da liminar que proíbe a exportação de animais vivos em todo o território nacional. Os 27,8 mil bois deverão agora ser desembarcados do navio e levados às suas fazendas, onde crescerão e terão um abate digno, como determina a legislação brasileira, em vez de enviados à Turquia para serem mortos.

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Os advogados das associações de proteção aos animais e ativistas citaram que a operação gera um forte impacto ambiental como efluentes, como sangue, fezes, urina, cadáveres, descarte de seringa, plásticos, produtos usados no trato com animais. Em relação aos maus-tratos, a ação cita que o transporte foi realizado em ambientes insalubres, escorregadios, cobertos por fezes e urina, além do uso de picanas elétricas (bastões de choque) e a presença de animais feridos.

Até agora, a única atitude do Ecoporto foi a colocação de um contêiner na porta para dificultar a entrada e a visão de fora.

A conferir.