“O que era doce acabou” para o prefeito Ademário a banda passou

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A estratégia é conhecida. Quando a situação aperta é só cortar os projetos culturais. Essa tem sido a tática adotada pelos governos tucanos. Só pra refrescar a memória com casos recentes: a Orquestra Sinfônica de São Paulo e a Cadeia Velha, em Santos. Em Cubatão, o prefeito Ademário Oliveira (PSDB) pode fazer um estrago na história da cidade.

O  Blog Santos em OFF apurou que prefeito Ademário numa canetada só pode acabar com a Banda Sinfônica de Cubatão, a Banda Marcial Municipal de Cubatão, o Grupo Rinascita e Coral Zanzalá. Serão centenas de músicos, cantores e instrumentistas colocados no olho da rua.

A ideia inicial seria parar todas as atividades por seis meses, mas, lógico, sem remuneração para ninguém.Acontece que a atividade e a remuneração, em muitos casos, serve de sustento de famílias. Como alguém pode ficar meio ano sem trabalhar. Com o impacto da decisão diluído pelo tempo,  nem o mais otimista acredita numa volta. A conferir.

Banda Sinfônica de Cubatão

A banda surgiu de um trabalho musical no dia 4 de abril de 1970, a partir da ideia do maestro Roberto Farias Leite e Silva. Na época, o maestro, então estudante de uma escola pública da cidade, a Afonso Schimidt, descobriu alguns instrumentos musicais abandonados em uma sala do colégio. Autorizado pela direção, criou a Banda Municipal Afonso Schimidt.

A Banda Marcial Municipal de Cubatão

Com 119 integrantes,a Banda Marcial Municipal de Cubatão é sempre um grande sucesso por onde passa.Conhecida pelo trabalho moderno com jovens e adolescentes ,tornou-se mais uma referência sociocultural em Cubatão e nas cidades onde tem se apresentado,como banda de desfile ou em apresentações solenes,em convenções e teatros

Rinascita

Foi criado em 1974 pelo maestro Rodrigo Augusto Tavares, juntamente com alunos do então Conservatório Municipal de Cubatão (hoje Escola Técnica de Música e Dança de Cubatão). O objetivo era formar um grupo que pudesse levar ao grande público, melodias da época renascentista, canções essas que os músicos aprendiam em sala de aula. O início foi artesanal, com pesquisa em museus, tanto da história e musicalidade, quanto dos instrumentos utilizados naquela época.
Durante mais de 20 anos, funcionou como um projeto experimental, mas em 1986 foi oficializado pela Prefeitura de Cubatão e integrado aos Corpos Estáveis da Cidade. Em 2010 foi tombado como Patrimônio Imaterial de Cubatão pelo Condepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural).Atualmente, o Rinascita conta com 13 músicos em sua formação e é o maior Grupo do gênero na Baixada Santista. Nas mãos dos músicos, réplicas de instrumentos dos séculos XIV a XVII, feitos artesanalmente, como viola da gamba, guitarra barroca, alaúde, uma família de flautas doces e percussão renascentista. Está sob a direção artística de André Farias.

Zanzalá

Surgiu em 1978, dentro do então Conservatório Musical de Cubatão (hoje Escola Técnica de Música e Dança), fruto do sonho do maestro Rodrigo Augusto Tavares. De um projeto experimental, tornou-se referência regional pela qualidade técnica e atuação cênica de seus cantores e foi oficializado em 1993. Nesses 20 anos produziu vários espetáculos como Ópera do Malandro (2005) e De tudo se faz canção (2008), além da especial participação em Queen Sinfônico e Help, onde dividiu o palco com a Banda Sinfônica de Cubatão. Em 2013 teve dois novos desafios: A obra Alexander Nevsky, de Prokofiev, com a Banda Sinfônica de Cubatão e 9 Coros do Messias, de Handel, com a Banda Marcial de Cubatão. É considerado um dos 13 corais mais importantes do Estado de São Paulo, representando a Baixada Santista no Mapa Cultural Paulista por várias  vezes. Já se apresentou nas salas de teatro mais conceituadas do País como o Memorial da América Latina e Teatro Sérgio Cardoso (SP) e Teatro Coliseu e Sesc (Santos). Atualmente é regido por Nailse Machado e Fernanda Tavares.

3 Comentários

    • Caro Luiz Carlos

      É uma pena que o senhor pense dessa forma, e prefiro dizer que ‘senhor esta desinformado ,mas é sempre tempo de procurar se informar mas, com as pessoas certas.

      A politica pode nos levar a vários lugares ou patamares mas, “para ser reconhecido no meio artístico é preciso estudar e se dedicar”.
      Vejo com tristeza seu comentário que me soa mais como “a não aceitação do sucesso de pessoas que pagaram o preço e estudaram para estar onde estão”.

      Quanto a prepotência citada, penso que é muita ousadia de sua parte falar assim, ate porque o maestro Roberto Farias é conhecido por sua extrema humildade e cavalheirismo mesmo quando tem que se colocar mais enfaticamente.

      Quanto a “incompetência administrativa” também me salta os olhos a sua falta de conhecimento.

      Registro aqui um dado histórico que muito nos honra:
      Cubatão sempre teve a melhor banda e a melhor escola, e o senhor sabe quantos professores tínhamos ?

      Tínhamos apenas 01 professor que era o maestro Roberto Farias.

      Depois somou-se ao staff de professores ex alunos dele que são Sidney Ricardo ( Trombonista e Regente Assistente da Orq,Sinfônica de Goias) e o Prof. Olavo B. Luizatto ( fagotista, maestro e professor do Conservatório de Cubatão). Nesse tempo onde mais se produziu em Cubatão( onde ganhamos todos os concursos possíveis e imagináveis) o maestro Roberto era responsável pelo artístico, pelo pedagógico, pelo administrativo, financeiro, logística e o mais importante de tudo “era e é o nosso grande conselheiro”.

      “Realmente o senhor não sabe de quem está falando, mas sempre é tempo de rever nossas atitudes e começar a acertar”.

      O senhor talvez não conheça a historia dessa grande escola, porque mesmo morando em Cubatão nunca esteve em nosso meio na banda musical , e perdeu a oportunidade de (diante de fatos tão reconhecidos ate no exterior,) através desse conhecimento embasar melhor suas opiniões e posicionamentos.

      Pense e reflita, já que, nós que estamos no patamar profissional ( músicos que se profissionalizaram advindos desse escola da banda de Cubatão e sob a tutela do maestro Robetro Farias) e temos uma carreira ,fica difícil aceitar essas inverdades advindas com certeza de sua ignorância sobre o assunto.

      Atenciosamente

      Silvio Flórido
      Bacharel em Musica
      Trompetista do Quinteto Metal Arte
      Professor de Trompete do Instituto Baccarelli

      O coração em paz dá vida ao corpo,
      mas a inveja apodrece os ossos.
      Provérbios 14:30

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