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Um bom programa para manhã desta quarta-feira é ir à reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente, às 9 horas, no auditório da Prodesan, em Santos.

Lá, quem sabe, alguém da Prefeitura de Santos consiga explicar o motivo, à revelia do Ministério Público, dela estar utilizando o herbicida mata-mato tóxico para capinar as ruas e praças da Cidade.

Produto esse, aliás, proibido pelo Ministério da Agricultura para ser usado em cidades. Além do risco para munícipes, cães, gatos e pássaros, cálculos extra oficiais indicam que o produto já matou cerca de 3 mil árvores. A conferir.

Entenda o caso:
O que é a capina química?
  É um procedimento que consiste na utilização de produtos químicos para combate de plantas consideradas danosas aos interesses do homem, sem amparo legal, caracterizado como o uso indiscriminado de substâncias tóxicas diversas em inúmeros locais urbanos e periurbanos, ocasionando efeitos nocivos sobre a saúde e o meio ambiente.

Por que a capina química é ilegal?
– Essa prática não é autorizada e está em desacordo com a legislação vigente no Brasil. É indevida, e vem se realizando com base em ilegalidades.
– Este uso tem sido realizado envolvendo desinformações, confusão e ilegalidade no comércio.
– Os produtos agrotóxicos herbicidas não são autorizados pela Anvisa para o meio urbano e periurbano das cidades.
– As lojas agropecuárias não têm amparo legal para autorizar a venda para a finalidade de uso no meio ambiente urbano.

   Quais os possíveis danos a saúde?
– Todos os agrotóxicos, são tóxicos, mas os efeitos variam entre os vários tipos de produto.
– O trabalhador e a população se expõe a quantidades pequenas ou moderadas e repetidamente, não percebendo que está sendo intoxicado aos poucos e poderá adoecer.
– Observamos que o glifosato, um agrotóxico herbicida, é muito usado nessa prática. Pode provocar efeitos nocivos agudos no organismo humano, se assemelha a certos hormônios levando a desregulação de hormônios, e em exposições repetidas, mesmo que em quantidades pequenas, vai envenenando as pessoas e o meio ambiente. A Agência Mundial de Saúde classificou o glifosato como provável agente cancerígeno.
– As crianças são mais vulneráveis e mais sujeitas às intoxicações por possuir menor massa corporal e pela maior exposição quando se utilizam dos espaços públicos para brincar, sentando no chão, utilizando poças e águas paradas para diversão, levando à boca objetos e alimentos que caem no chão, onde se encontro o veneno.
– Nos locais públicos, onde circula a população em geral, além das crianças os mais vulneráveis são os idosos, mulheres grávidas, e os doentes de vários tipos de enfermidades, inclusive aqueles que podem ter seus problemas de saúde agravados, como os que têm problemas respiratórios, como asmáticos, alérgicos e outros. (Fonte: http://www.jornalalianca.com.br)