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O fisioterapeuta Luis Roberto França Rutigliano, que trabalhou no Santos Futebol Clube de 2000 a 2009, na administração Marcelo Teixeira,  conseguiu no Tribunal Superior do Trabalho (TST) , o reconhecimento do vínculo empregatício a partir do momento que deixou de ser empregado do Peixe,  abriu uma firma e virou Pessoa Jurídica (PJ).
Rutigliano trabalhou no Alvinegro e era registrado como fisioterapeuta de março de 2000 a março de 2008. A partir de abril de 2008 foi firmado um contrato de prestação de serviços, mas seguia exercendo as mesmas funções. Antes do encerramento do contrato, em maio de 2009, o profissional foi dispensado pelo clube.
A Sétima Turma do TST não admitiu recurso do Santos Futebol Clube contra decisão que reconheceu vínculo de emprego.  Sustentando que continuou a fazer o mesmo trabalho, com exclusividade, subordinação, habitualidade, cumprindo jornada diária e ordens do diretor do departamento médico, requisitos previstos no artigo 3º da CLT, pediu o reconhecimento da unicidade do contrato e o pagamento das verbas rescisórias.
O Santos foi condenado ao pagamento de férias, 13os salários e FGTS, e das multas previstas nos artigos 467 e 477 da CLT, bem como para determinar a retificação da data da dispensa na CTPS.
O relator, ministro Cláudio Brandão, porém, destacou que o TRT, ao reconhecer a existência de vínculo, “decidiu com irrestrito amparo nas provas documental e testemunhal, bem como no exame de cláusula contratual, que indicou manobra do clube para fraudar direitos trabalhistas”. Nesse contexto, explicou que é inviável o reexame dos fatos e provas, nos termos da Súmula 126 do TST. A conferir.